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  • Por Laboratório Exame
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  • 07 de jan, 2016

Fora do Brasil a Chicungunya (CHIKV) também tem causado preocupação nas autoridades sanitárias e de pesquisa em saúde, principalmente pelo fato de quem nem todos os infectados conseguem recuperar-se após o período médio de uma semana. Para alguns, os sintomas de febre e dor das articulações chegam a durar meses e até anos. Este fato fez com que pesquisadores do Hospital Universitário Central de Saint Pierre, nas Ilhas Reunião (Madagascar), conduzissem uma revisão de um surto que atingiu 300 pessoas entre 2005 e 2006 na ilha.

O estudo apontou que o vírus, também transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue, está associado a doenças do sistema nervoso central, podendo causar infecção cerebral grave e até a morte em pacientes acima dos 65 anos e em bebês abaixo dos 3 anos de idade. Os resultados foram publicados no jornal da Academia Americana de Neurologia.

De acordo com a pesquisa, 57 pacientes foram diagnosticados com doença do sistema nervoso central, 24 deles com encefalite, mais prevalente em pessoas acima dos 65 anos e em bebês, com taxa de mortalidade geral de 17%.
O que chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato de que várias pessoas com sintomas neurológicos no início do surto ainda apresentavam os sintomas três anos depois. A estimativa é que entre 30% e 45% dos infectados com o vírus que apresentaram encefalite sofram com incapacidades permanentes.

Até 2004 a chikungunya não era considerada uma doença fatal nem capaz de causar deficiências permanentes, mas a partir do ano seguinte novas estirpes do vírus, vinda do Oceano Índico evoluída a partir da linhagem do centroeste da África do Sul seriam os responsáveis por grandes surtos da doença, principalmente com comprometimento do sistema nervoso central em crianças e adultos. Estima-se que a linhagem asiática da CHICV tenha surgido no Caribe e se expandido para as Américas, ainda que os dados clínicos apontem diferenças patogênicas entre a linhagem asiática e a americana.

Como não há medicamentos ou vacinas contra a doença – cujos sintomas incluem ainda erupção cutânea, dor muscular e dor de cabeça, além de dor nas articulações e febre – a recomendação é que sejam tomadas medidas preventivas contra a picada do Aedes aegypti, principalmente para quem for para as regiões endêmicas.

Fonte:- See more at: http://sbac.org.br/noticias/a-chikungunya-tem-sido-pesquisada-fora-do-brasil-tambem/#sthash.b2H98wso.dpuf


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